Um vento sopra
como uma melodia melancólica
que caiu neste mundo...
É nesse momento que acordo...
E vejo a infelicidade que é estar vivo.
Não há um olhar
Um sorriso
Um gesto
Que me faça querer viver
Só me atormenta essa melodia
Que toca todos os dias
Sem nunca querer parar...
Olho para o céu negro da noite
E não vejo uma única luz,
E decido finalmente...
Sob o olhar de um luar perdido,
Libertar-me deste lugar
Onde a vida é sugada
Para um jazigo sem fim.
E o vento volta a soprar
Mas não acordo
Pois já não pertenço ao teu mundo
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